Magick, without tears
Magick, without tears
Magick, without tears
The magick-al vaneer
The way to mother noose
The way to suck an egg
The way to golden dawn
The way to Koh Phangan
The glitter on the snow
the place to always go
Do what you will
Do what you will
Essa é uma lição que eu ainda não aprendi...
A minha mágica ainda me traz muitas lágrimas.
De qualquer forma, não pretendo me deixar abater pelas dificuldades e tristezas associadas aos eventos do passado próximo.
Agora, todo meu investimento tem por intenção produzir uma síntese dessa história.
Porque as soluções poderiam ser simples.
Mas, teria tudo sido em vão.
E, bem, eu não teria vivido o que eu vivi, para simplesmente me perder em devaneios entorpecidos e tristes.
Então, a mágica é um lugar. E é lá que eu quero estar!
Sem lágrimas.
Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
Ice Water
I shield you from this life
Your heart is kept on ice
I'll file you where I need
And keep you from the heat
Running, running away
You hold me in contempt
Forever will I depend?
You'll file me where you need
But never kept me from the heat
Falling, falling away
(I'll serve you, I'll serve you well)
On the surface, on the surface
It's always cold in hell
I have felt it
I can tell
They file you where they need
In ice water there is no heat
Burning, burning away
(I'll serve you, I'll serve you well)
On the surface, on the surface
Burning, burning away
Burning, burning away
É sempre frio no inferno.
Eu estive lá, eu sei.
E eu quero o calor.
Sempre.
Vamos parar de fugir?
Vamos nos queimar!
Vamos amar.
Estamos exatamente onde nos colocamos.
Nos protegendo de uma vida perigosa.
Mantendo nossos corações no gelo.
Prefiro andar às brasas.
E sair dessa água gelada.
Suar, explodir em milhares de estrelas, dançar.
Vamos seguir novas trilhas.
Caminhar rumo a algo que vale a pena acreditar.
E vamos revolucionar nossa mente.
Eu estou aqui.
Sempre vou estar.
Mas eu também quero estar lá.
Sempre que possível.
Eu gostaria muito que você fosse comigo.
Your heart is kept on ice
I'll file you where I need
And keep you from the heat
Running, running away
You hold me in contempt
Forever will I depend?
You'll file me where you need
But never kept me from the heat
Falling, falling away
(I'll serve you, I'll serve you well)
On the surface, on the surface
It's always cold in hell
I have felt it
I can tell
They file you where they need
In ice water there is no heat
Burning, burning away
(I'll serve you, I'll serve you well)
On the surface, on the surface
Burning, burning away
Burning, burning away
É sempre frio no inferno.
Eu estive lá, eu sei.
E eu quero o calor.
Sempre.
Vamos parar de fugir?
Vamos nos queimar!
Vamos amar.
Estamos exatamente onde nos colocamos.
Nos protegendo de uma vida perigosa.
Mantendo nossos corações no gelo.
Prefiro andar às brasas.
E sair dessa água gelada.
Suar, explodir em milhares de estrelas, dançar.
Vamos seguir novas trilhas.
Caminhar rumo a algo que vale a pena acreditar.
E vamos revolucionar nossa mente.
Eu estou aqui.
Sempre vou estar.
Mas eu também quero estar lá.
Sempre que possível.
Eu gostaria muito que você fosse comigo.
Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008
Probably Built In The Fifities
I might be moving to the east
to part my ways
And I will try to get something
I don't have yet
If I do, I will look at it
for days and days
Untill I will never forget
I have heard this mental search
has made them all
take a look along the border
Having the urge
For their minds
to be lifted
to something new
I'm running to meet
my higher self
I trust the speed
Untill I have no need
to run anymore
Miles and miles I run
I hear my feet
And I hear myself breathe
heavily
I trust the speed
Untill I have no need
To run anymore
Miles and miles I run
E aqui estou eu tentando produzir um discurso sobre algo que deveria ser simplesmente experenciado. Mas eu recebi um convite a fazê-lo, um convite impossível de ser ignorado. E agora acho que seria interessante sintetizar as vicissitudes do evento que poderia ter sido o princípio de um caminho muito frutífero. Não que isso tenha se perdido, essa possibilidade. Mas a coisa toda deu uma esfriada after all.
Eu desafiei uma instância egóica muito poderosa naquele dia. Aquilo que existe de mais mortífero em mim. Que me furta de ter uma fruição saudável com a vida. E eu venci, ainda que por alguns instantes. Me permiti desfrutar da forma mais expontânea possível aquilo que eu almejava naquele instante. Foi uma postura fenomenológica, onde coloquei de lado as minhas maiores limitações discurssivas e produzi alguma coisa que não esse Eu cotidiano e sofrido.
Tinham muitos elementos necessários pra que isso acontecesse da melhor forma possível, mas faltou o elemento que provavelmente daria um sentido muito maior pra mim, enquanto indivíduo. Porque, no final das contas, não posso ignorar que foi o processo de um grupo. Ainda que eu tenha iniciado a dança, ela perdurou, mesmo nos momentos em que eu apenas a observei de longe. Foi gratificante notar a felicidade que tomou conta de todos. E, da minha parte, eu trazia um único pesar, que era a falta desse elemento que deveria estar ali. Mas ele, ela, a Nádia, não estava, e eu não poderia ignorar um furacão dentro do meu quarto. Eu deixei que aquela vibração me tomasse e entendi o desejo enquanto força produtiva. Foi tudo muito semelhante a viagem de doce.
Acho que, ainda que eu não possa ignorar as pessoas individualmente, foi, em última instância um processo do grupo. Eu consigo tirar o que é simplesmente meu dali e enxergar todo o resto e pensar: foi muito bom. Mas tem uma tendência estranha, um certo empuxo, a assumir as coisas que me foram MUITO pessoais como sendo, de certa forma, sujas. Mas isso não é verdade, definitivamente. Elas não foram ruins.
No momento eu estou sofrendo com isso. Com os resultados do que rolou. E, aos poucos, estou vendo o sentido que aquilo fez ali, naquele momento, se desfazendo, diante dos meus olhos. E eu simplesmente não consigo segurar. E ele vai deslizando por minhas mãos molhadas pelas lágrimas duma tristeza que eu não consigo nomear.
E tudo o que eu queria era poder dançar.
E que fizesse menos calor.
to part my ways
And I will try to get something
I don't have yet
If I do, I will look at it
for days and days
Untill I will never forget
I have heard this mental search
has made them all
take a look along the border
Having the urge
For their minds
to be lifted
to something new
I'm running to meet
my higher self
I trust the speed
Untill I have no need
to run anymore
Miles and miles I run
I hear my feet
And I hear myself breathe
heavily
I trust the speed
Untill I have no need
To run anymore
Miles and miles I run
E aqui estou eu tentando produzir um discurso sobre algo que deveria ser simplesmente experenciado. Mas eu recebi um convite a fazê-lo, um convite impossível de ser ignorado. E agora acho que seria interessante sintetizar as vicissitudes do evento que poderia ter sido o princípio de um caminho muito frutífero. Não que isso tenha se perdido, essa possibilidade. Mas a coisa toda deu uma esfriada after all.
Eu desafiei uma instância egóica muito poderosa naquele dia. Aquilo que existe de mais mortífero em mim. Que me furta de ter uma fruição saudável com a vida. E eu venci, ainda que por alguns instantes. Me permiti desfrutar da forma mais expontânea possível aquilo que eu almejava naquele instante. Foi uma postura fenomenológica, onde coloquei de lado as minhas maiores limitações discurssivas e produzi alguma coisa que não esse Eu cotidiano e sofrido.
Tinham muitos elementos necessários pra que isso acontecesse da melhor forma possível, mas faltou o elemento que provavelmente daria um sentido muito maior pra mim, enquanto indivíduo. Porque, no final das contas, não posso ignorar que foi o processo de um grupo. Ainda que eu tenha iniciado a dança, ela perdurou, mesmo nos momentos em que eu apenas a observei de longe. Foi gratificante notar a felicidade que tomou conta de todos. E, da minha parte, eu trazia um único pesar, que era a falta desse elemento que deveria estar ali. Mas ele, ela, a Nádia, não estava, e eu não poderia ignorar um furacão dentro do meu quarto. Eu deixei que aquela vibração me tomasse e entendi o desejo enquanto força produtiva. Foi tudo muito semelhante a viagem de doce.
Acho que, ainda que eu não possa ignorar as pessoas individualmente, foi, em última instância um processo do grupo. Eu consigo tirar o que é simplesmente meu dali e enxergar todo o resto e pensar: foi muito bom. Mas tem uma tendência estranha, um certo empuxo, a assumir as coisas que me foram MUITO pessoais como sendo, de certa forma, sujas. Mas isso não é verdade, definitivamente. Elas não foram ruins.
No momento eu estou sofrendo com isso. Com os resultados do que rolou. E, aos poucos, estou vendo o sentido que aquilo fez ali, naquele momento, se desfazendo, diante dos meus olhos. E eu simplesmente não consigo segurar. E ele vai deslizando por minhas mãos molhadas pelas lágrimas duma tristeza que eu não consigo nomear.
E tudo o que eu queria era poder dançar.
E que fizesse menos calor.
Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
Morte dos Ídolos
Perfect by nature, icons of self-indulgence
Just what we all need
More lies about a world
That never was and never will be
Have you no shame, dont you see me?
You know youve got everybody fooled.
Look here she comes now -
Bow down and stare in wonder.
Oh, how we love you
No flaws when youre
But now I know she -
Never was and never will be
You dont know how you betrayed me
And somehow youve got everybody fooled.
Without the mask
Where will you hide?
Cant find yourself,
Lost in your lies
I know the truth now
I know who you are
And I dont love you anymore
Never was and never will be
You dont know how you betrayed me
And somehow youve got everybody fooled.
Never was and never will be
Not for real that you can save me
And somehow now youre everybodys fool.
================================================
Eu odeio viciar em música ruim. E o pior é que eu ando pensando em argumentos pra convencer as pessoas de que essa música é boa.
Na verdade, tenho me incomodado com a idéia de que eu não posso gostar de alguma coisa porque não é bem conceituado por críticos pimbas. Acho que isso é influência da Nádia...
Minhas tardes de segunda-feira tem sido mananciais de paz ao lado dos pacientes do CERSAM, tocando altos sertanejos na 'Oficina de Música'. Odeio esse termo "oficina" e a forma como os serviços de saúde mental se apropriaram dele. Porque que tem efeitos terapeuticos isso é inquestionável. Mas para que burocratizar algo tão simples quanto uma roda de viola ou uma peladinha?
... devaneios a parte...
Essa música é legal... e a letra, embora simples, me convida a refletir sobre certos movimentos que eu mesmo faço - de esvaziar toda e qualquer fonte de sentidos em críticas agressivas em prol da manutenção do gozo sintomático. Pois nada é tão coerente e verdadeiro que não possa expressar falhas pesadas de confecção - seja uma bela mulher ou um intricado sistema metanarrativo. A psicanálise trata disso e as vezes tenho dificuldade de delimitar até onde o que sofro é uma apropriação de seu discurso - deveras poderoso, devo acentuar. Pois tudo o que foi tocado pelo homem é faltoso. É pertubador pra alguem de alma existencialista pensar que existe algo tão mórbido que governe e inaugure a condição humana.
Essa música tem alguns elementos que me chamam a atenção - um ponto catártico onde as coisas aparentemente se resolvem, é meio tristonha e até mesmo sombria. Mas ao mesmo tempo irrita pelo preciosismo dado a voz da Amy Lee, que não é nem de longe das melhores - embora ganhe de muitas deusas por aí em termos de técnica e timbre. Quando a voz aparece muito mais alta que os instrumentos eu me irrito profundamente, porque a música empobrece álém de desvalorizar os outros músicos. Trata-se, portanto, de um new metal com teclados doom e um que de pop mainstream, na medida em que a vocalista bonitinha ganha um destaque não só visual quanto musical.
Mas voltando a questão, é extremamente frutrante passar um ano descobrindo/ aprendendo sobre algo/alguém e depois outro um ano tentando desconstruir de todas as formas possíveis aquele agente produtor de sentido. Porque, afinal, nada me basta? Porque essa ânsia por uma verdade insegotável e inquestionável? Porque esse preciosismo todo com questões que podem ser tratadas com simples bom humor? Afinal, qual é a razão de se perder em reflexões sobre o sentido da vida enquanto ela tá passando por aí e sendo desperdiçada em noites mórbidas de cigarros, coca-cola e lágrimas de angústia?
O pior é sentir-se traído. É sentir que alguem roubou meu precioso tempo com mentiras - é gritar com um misto de ódio e orgulho eu sei a verdade agora, que sei quem você é e que não te amo mais.
É descobrir que a contracultura, o alternativo, passou a identificar-se com a falta - passou a tocar gitarra com dedilhados suaves, como se massageia um clitoris e não a empunha-la com vigor e masturba-la como se faria com o pênis. É deixar o poder escapar pelas mãos por conta de uma incoerência discursiva - onde o poder só faz sentido em uma guerra contra o Outro.
Just what we all need
More lies about a world
That never was and never will be
Have you no shame, dont you see me?
You know youve got everybody fooled.
Look here she comes now -
Bow down and stare in wonder.
Oh, how we love you
No flaws when youre
But now I know she -
Never was and never will be
You dont know how you betrayed me
And somehow youve got everybody fooled.
Without the mask
Where will you hide?
Cant find yourself,
Lost in your lies
I know the truth now
I know who you are
And I dont love you anymore
Never was and never will be
You dont know how you betrayed me
And somehow youve got everybody fooled.
Never was and never will be
Not for real that you can save me
And somehow now youre everybodys fool.
================================================
Eu odeio viciar em música ruim. E o pior é que eu ando pensando em argumentos pra convencer as pessoas de que essa música é boa.
Na verdade, tenho me incomodado com a idéia de que eu não posso gostar de alguma coisa porque não é bem conceituado por críticos pimbas. Acho que isso é influência da Nádia...
Minhas tardes de segunda-feira tem sido mananciais de paz ao lado dos pacientes do CERSAM, tocando altos sertanejos na 'Oficina de Música'. Odeio esse termo "oficina" e a forma como os serviços de saúde mental se apropriaram dele. Porque que tem efeitos terapeuticos isso é inquestionável. Mas para que burocratizar algo tão simples quanto uma roda de viola ou uma peladinha?
... devaneios a parte...
Essa música é legal... e a letra, embora simples, me convida a refletir sobre certos movimentos que eu mesmo faço - de esvaziar toda e qualquer fonte de sentidos em críticas agressivas em prol da manutenção do gozo sintomático. Pois nada é tão coerente e verdadeiro que não possa expressar falhas pesadas de confecção - seja uma bela mulher ou um intricado sistema metanarrativo. A psicanálise trata disso e as vezes tenho dificuldade de delimitar até onde o que sofro é uma apropriação de seu discurso - deveras poderoso, devo acentuar. Pois tudo o que foi tocado pelo homem é faltoso. É pertubador pra alguem de alma existencialista pensar que existe algo tão mórbido que governe e inaugure a condição humana.
Essa música tem alguns elementos que me chamam a atenção - um ponto catártico onde as coisas aparentemente se resolvem, é meio tristonha e até mesmo sombria. Mas ao mesmo tempo irrita pelo preciosismo dado a voz da Amy Lee, que não é nem de longe das melhores - embora ganhe de muitas deusas por aí em termos de técnica e timbre. Quando a voz aparece muito mais alta que os instrumentos eu me irrito profundamente, porque a música empobrece álém de desvalorizar os outros músicos. Trata-se, portanto, de um new metal com teclados doom e um que de pop mainstream, na medida em que a vocalista bonitinha ganha um destaque não só visual quanto musical.
Mas voltando a questão, é extremamente frutrante passar um ano descobrindo/ aprendendo sobre algo/alguém e depois outro um ano tentando desconstruir de todas as formas possíveis aquele agente produtor de sentido. Porque, afinal, nada me basta? Porque essa ânsia por uma verdade insegotável e inquestionável? Porque esse preciosismo todo com questões que podem ser tratadas com simples bom humor? Afinal, qual é a razão de se perder em reflexões sobre o sentido da vida enquanto ela tá passando por aí e sendo desperdiçada em noites mórbidas de cigarros, coca-cola e lágrimas de angústia?
O pior é sentir-se traído. É sentir que alguem roubou meu precioso tempo com mentiras - é gritar com um misto de ódio e orgulho eu sei a verdade agora, que sei quem você é e que não te amo mais.
É descobrir que a contracultura, o alternativo, passou a identificar-se com a falta - passou a tocar gitarra com dedilhados suaves, como se massageia um clitoris e não a empunha-la com vigor e masturba-la como se faria com o pênis. É deixar o poder escapar pelas mãos por conta de uma incoerência discursiva - onde o poder só faz sentido em uma guerra contra o Outro.
Quarta-feira, 21 de Maio de 2008
RED VINES
"And tell me, would it kill you
would it really spoil everything
if you didn't blame yourself
do you know what I mean?
Cigarettes and Red Vines
just close your eyes, cause, baby--
you never do know
and I'll be on the sidelines,
with my hands tied,
watching the show"
Você entende o que eu quero dizer?
Tantos dias desde as últimas reflexões acerca da existência. Talvez, bem, não seja realmente possível que ocorra uma fruição com as coisas simples da vida, quando velejando pelos mares da reflexão. Quando o corpo começa a reclamar do ritmo estranho que as coisas estão tomando, é hora de se atentar para os períodos regrados por certa morbidez. Uma certa paralisia, uma certa impaciência com um ritmo de vida que as vezes soa tão desacelerado.
Os dias são um misto de lentidão cinzenta com passagens ligeiras de céus avermelhados no horizonte. Acordar, levantar, estudar, almoçar, trabalhar, acolher, escutar, conter, ir embora, arrumar, dormir. And over and over and over again. Meus prazeres tornaram-se muito pouco além de vícios mórbidos e tristonhos. Quanto tempo eu não deito na cama e fico olhando para o teto, pensando nas questões da existência?
Acho que não existe espaço para magia num contexto tão agitado e inflexível. Ter de se submeter as dimensões sintomáticas do outro que lhe obriga a falar. Ter de escutar sem poder opinar em projetos regrados pela mais pura vaidade. Ser calado por normas institucionais, que pouco se importam com a criatividade, com a originalidade ou mesmo com o nobre desejo de grandeza. O mundo segue diretrizes das mais estranhas, a dizer, tecnocráticas, disciplinares, coercitivas e generalizadoras. Um universo cultural que cultua a tantas a individualidade e que escraviza a vontade livre num sistema massificador.
Penso que vivemos num sistema totalmente propício para o sintoma neurótico, sobretudo o histérico. O gozo com a insatisfação é saciado a cada novo celular. E tem presentes para todos os inconscientes mal-estruturados. É um sistema cultural que aponta a falta no sujeito a cada outdoor ou propaganda. Existe sempre um lugar melhor no horizonte, e a grama do vizinho vai ser sempre mais verde, pelo menos em um cantinho florido.
E, bem, não existem mais lugares pra contemplar a beleza do simples, do sublime e do amor.
would it really spoil everything
if you didn't blame yourself
do you know what I mean?
Cigarettes and Red Vines
just close your eyes, cause, baby--
you never do know
and I'll be on the sidelines,
with my hands tied,
watching the show"
Você entende o que eu quero dizer?
Tantos dias desde as últimas reflexões acerca da existência. Talvez, bem, não seja realmente possível que ocorra uma fruição com as coisas simples da vida, quando velejando pelos mares da reflexão. Quando o corpo começa a reclamar do ritmo estranho que as coisas estão tomando, é hora de se atentar para os períodos regrados por certa morbidez. Uma certa paralisia, uma certa impaciência com um ritmo de vida que as vezes soa tão desacelerado.
Os dias são um misto de lentidão cinzenta com passagens ligeiras de céus avermelhados no horizonte. Acordar, levantar, estudar, almoçar, trabalhar, acolher, escutar, conter, ir embora, arrumar, dormir. And over and over and over again. Meus prazeres tornaram-se muito pouco além de vícios mórbidos e tristonhos. Quanto tempo eu não deito na cama e fico olhando para o teto, pensando nas questões da existência?
Acho que não existe espaço para magia num contexto tão agitado e inflexível. Ter de se submeter as dimensões sintomáticas do outro que lhe obriga a falar. Ter de escutar sem poder opinar em projetos regrados pela mais pura vaidade. Ser calado por normas institucionais, que pouco se importam com a criatividade, com a originalidade ou mesmo com o nobre desejo de grandeza. O mundo segue diretrizes das mais estranhas, a dizer, tecnocráticas, disciplinares, coercitivas e generalizadoras. Um universo cultural que cultua a tantas a individualidade e que escraviza a vontade livre num sistema massificador.
Penso que vivemos num sistema totalmente propício para o sintoma neurótico, sobretudo o histérico. O gozo com a insatisfação é saciado a cada novo celular. E tem presentes para todos os inconscientes mal-estruturados. É um sistema cultural que aponta a falta no sujeito a cada outdoor ou propaganda. Existe sempre um lugar melhor no horizonte, e a grama do vizinho vai ser sempre mais verde, pelo menos em um cantinho florido.
E, bem, não existem mais lugares pra contemplar a beleza do simples, do sublime e do amor.
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Dias Confusos
E aqui estou eu em meu auto declarado exílio.
Tem sido dias estranhos, morando em um lugar com poucas referências - e garantido que algumas últimas evaporem. Ou seria uma sublimação?
É estranho olhar pro fim de semana e pensar que não existe nada em perspectiva. Não chega a ser ruim, mas é estranho. Mesmoq ue o costumeiro fosse ir para casa dos amigos não fazer nada, ainda assim era alguma coisa no futuro. Algo a se esperar.
Minha vida tem sido puro cotidiano. Casa - faculdade - trabalho - casa. Poucas coisas alterando esse percurso. Outro dia o Iago me perguntou como iam as mulheres - é como se fosse uma regra, sempre tem de existir uma. Bem, não dessa vez. Eu realmente estou esperando a Nádia. Mas nenhuma grande conquista que eu esteja interessado em fazer. Na verdade as mulheres andam me dando muita preguiça, como os leitores desse blog super movimentado já devem ter notado. A verdade é que eu problematizei a minha relação com a Nádia. Acho que ela me basta. Não trata-se de conformismo. É diferente: ela realmente é uma mulher diferente. Alguem por quem vale a pena se apaixonar. Tem seus mistérios, e isso é bom. Ajuda na transferencia. É tipo como se eu suposse um saber nela. AInda falta certo tempo até ela voltar, mas a Nádia imaginária que eu construí no tempo que ela passou aqui tem me bastado, até agora.
Acho que a grande banda do momento é my Blood Valentine. Uma banda um pouco diferente, alguns conceitos estranho. Na verdade é só uma música que tem me agradado. Dentre todas! E é do My Blood Valentine. Chama-se Sometimes. Eu não tenho a mínima idéia do que ela trata...
Outro dia eu me surpreendi escrevendo um lance totalmente prático para um jornada de saúde emntal que vai rolar. Acho que eu realmente to começando a manjar esse lance de crescer. Parece que ocorre quando as coisas simplesmente param de ser demais ou de menos. Elas simplesmente ficam num limiar dentre os dois. Uns chamam de cotidiano. É não acreditar no diferente, na mudança e perder a estrela dançante incandescente que brilha no interior da alma humana.
Mas, pera, não era esse o plano...
Todas aquelas noites discutindo sobre magia, changeling, furi kuri e a ùltima conspiração, elas falavam do jsuto contrário. Não era esse o plano...
Talvez, no final das contas, aquele foi um último suspiro. Um estado pré-morbido.
Ou talvez, e prestem atenção, porque esse é um talvez bem acertado, essa seja apenas uma outra via - pois, talvez, o segredo esteja em viver mais e refletir menos.
Afinal, pouco foi construído após todas aquelas desconstruções.
E em curso, atento-me pros decursos, pras vias laterais, pro subliminar.
Alguma coisa se perdeu, e continua se perdendo em cada palavra e gesto e coisa.
A minha história foi a minha última desconstrução, e nisso eu tenho todos meus méritos. E desméritos. Pois, se meu sintoma é o do abandono, porque eu repudiei a minha última possibilidade de assistência?
Sou quase casca vazia.
E existe um Homem-estrela esperando nos céus.
Tem sido dias estranhos, morando em um lugar com poucas referências - e garantido que algumas últimas evaporem. Ou seria uma sublimação?
É estranho olhar pro fim de semana e pensar que não existe nada em perspectiva. Não chega a ser ruim, mas é estranho. Mesmoq ue o costumeiro fosse ir para casa dos amigos não fazer nada, ainda assim era alguma coisa no futuro. Algo a se esperar.
Minha vida tem sido puro cotidiano. Casa - faculdade - trabalho - casa. Poucas coisas alterando esse percurso. Outro dia o Iago me perguntou como iam as mulheres - é como se fosse uma regra, sempre tem de existir uma. Bem, não dessa vez. Eu realmente estou esperando a Nádia. Mas nenhuma grande conquista que eu esteja interessado em fazer. Na verdade as mulheres andam me dando muita preguiça, como os leitores desse blog super movimentado já devem ter notado. A verdade é que eu problematizei a minha relação com a Nádia. Acho que ela me basta. Não trata-se de conformismo. É diferente: ela realmente é uma mulher diferente. Alguem por quem vale a pena se apaixonar. Tem seus mistérios, e isso é bom. Ajuda na transferencia. É tipo como se eu suposse um saber nela. AInda falta certo tempo até ela voltar, mas a Nádia imaginária que eu construí no tempo que ela passou aqui tem me bastado, até agora.
Acho que a grande banda do momento é my Blood Valentine. Uma banda um pouco diferente, alguns conceitos estranho. Na verdade é só uma música que tem me agradado. Dentre todas! E é do My Blood Valentine. Chama-se Sometimes. Eu não tenho a mínima idéia do que ela trata...
Outro dia eu me surpreendi escrevendo um lance totalmente prático para um jornada de saúde emntal que vai rolar. Acho que eu realmente to começando a manjar esse lance de crescer. Parece que ocorre quando as coisas simplesmente param de ser demais ou de menos. Elas simplesmente ficam num limiar dentre os dois. Uns chamam de cotidiano. É não acreditar no diferente, na mudança e perder a estrela dançante incandescente que brilha no interior da alma humana.
Mas, pera, não era esse o plano...
Todas aquelas noites discutindo sobre magia, changeling, furi kuri e a ùltima conspiração, elas falavam do jsuto contrário. Não era esse o plano...
Talvez, no final das contas, aquele foi um último suspiro. Um estado pré-morbido.
Ou talvez, e prestem atenção, porque esse é um talvez bem acertado, essa seja apenas uma outra via - pois, talvez, o segredo esteja em viver mais e refletir menos.
Afinal, pouco foi construído após todas aquelas desconstruções.
E em curso, atento-me pros decursos, pras vias laterais, pro subliminar.
Alguma coisa se perdeu, e continua se perdendo em cada palavra e gesto e coisa.
A minha história foi a minha última desconstrução, e nisso eu tenho todos meus méritos. E desméritos. Pois, se meu sintoma é o do abandono, porque eu repudiei a minha última possibilidade de assistência?
Sou quase casca vazia.
E existe um Homem-estrela esperando nos céus.
Terça-feira, 29 de Abril de 2008
SATELLITE
Let's assume you were right
and play the game of charm and strange
and satellite
and when we've all had our fun
deflate the stars
and put away the sun
and so we can call it a day
Cause I'll never prove that my motives were pure
so let's remove any question of cure
cause even though you've made it pretty obscure
baby, it's clear, from here--
you're losing your atmosphere
from here, you're losing it
So let's assume it was true
cause baby can't lift up a hand to swear to you
and what's the use of defense?
the hangers-on are too far gone for evidence
and that one was lost from the first
Cause I'll never prove that my motives were pure
so let's remove any question of cure
cause even though you've made it pretty obscure
baby, it's clear, from here--
you're losing your atmosphere
from here, you're losing it
So have it your way
whatever makes the best resume
whatever you can throw in
wash, rinse and spin til it's
spun away--okay
but I won't be sticking around
Cause I'll never prove that my motives were pure
so let's remove any question of cure
cause even though you've made it pretty obscure
baby, it's clear, from here--
you're losing your atmosphere
from here, you're losing it
Vocês perderam sua atmosfera, mulheres.
Tornaram-se pouco mais do que incomodos necessários.
Com essa aura obscura que apenas desvela mecanismos defensivos.
Vocês não superaram suas fraquezas com seus jogos estúpidos de sedução.
E eu nunca erguerei uma mão para lhes jurar nada.
Nunca vou provar que meus motivos foram puros e sinceros.
Eu não sei, definitivamente, o que é ser uma mulher, ok?
Então vamso assumir que aqueles foram nossos dias.
E é justamente por isso que eu redescobri meu amor pela Nádia, porque, embora ela não saiba disso, ela é tão certa de seu desejo que prefere se matar a se submeter ao desejo do Outro.
Talvez a última mulher de verdade nesse mundo escroto.
and play the game of charm and strange
and satellite
and when we've all had our fun
deflate the stars
and put away the sun
and so we can call it a day
Cause I'll never prove that my motives were pure
so let's remove any question of cure
cause even though you've made it pretty obscure
baby, it's clear, from here--
you're losing your atmosphere
from here, you're losing it
So let's assume it was true
cause baby can't lift up a hand to swear to you
and what's the use of defense?
the hangers-on are too far gone for evidence
and that one was lost from the first
Cause I'll never prove that my motives were pure
so let's remove any question of cure
cause even though you've made it pretty obscure
baby, it's clear, from here--
you're losing your atmosphere
from here, you're losing it
So have it your way
whatever makes the best resume
whatever you can throw in
wash, rinse and spin til it's
spun away--okay
but I won't be sticking around
Cause I'll never prove that my motives were pure
so let's remove any question of cure
cause even though you've made it pretty obscure
baby, it's clear, from here--
you're losing your atmosphere
from here, you're losing it
Vocês perderam sua atmosfera, mulheres.
Tornaram-se pouco mais do que incomodos necessários.
Com essa aura obscura que apenas desvela mecanismos defensivos.
Vocês não superaram suas fraquezas com seus jogos estúpidos de sedução.
E eu nunca erguerei uma mão para lhes jurar nada.
Nunca vou provar que meus motivos foram puros e sinceros.
Eu não sei, definitivamente, o que é ser uma mulher, ok?
Então vamso assumir que aqueles foram nossos dias.
E é justamente por isso que eu redescobri meu amor pela Nádia, porque, embora ela não saiba disso, ela é tão certa de seu desejo que prefere se matar a se submeter ao desejo do Outro.
Talvez a última mulher de verdade nesse mundo escroto.
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